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Andanças do Cazumbá: Carolina abre série especial pelos 26 anos com 82,5 pontos

Foto do escritor: reginaldorodrigues3
reginaldorodrigues3
há 20 horas
5 min de leitura

Primeira de dez cidades avaliadas a partir das experiências acumuladas Maranhão adentro, Carolina é observada pela capacidade de receber o visitante; atrativos ajudam a explicar a força do destino, mas ficam fora da pontuação



Às vésperas de completar 26 anos de atuação, no próximo dia 27 de setembro, quando se celebra o Dia Mundial do Turismo e a data dedicada aos turismólogos no Brasil, o Cazumbá abre uma nova fase de suas Andanças Maranhão adentro.


Carolina inaugura uma série que vai revisitar dez cidades maranhenses vivenciadas pelo Cazumbá ao longo dessa trajetória. Não são avaliações resultantes de uma viagem feita agora, mas de experiências acumuladas durante anos de estrada, algumas delas em dezenas de passagens pelo mesmo município.



A proposta é simples: os atrativos são fundamentais para levar o turista ao destino, mas não dão pontos à cidade.


Hospitalidade, hospedagem, gastronomia, informação turística, sinalização, mobilidade e acesso, limpeza e organização urbana, comércio e serviços, identidade, história, cultura e experiência geral compõem os dez critérios, totalizando 100 pontos.


A pergunta que orienta a série é: depois que o atrativo leva o turista até o destino, que cidade ele encontra para recebê-lo?


Carolina é muito mais que cachoeiras



Reduzir Carolina às cachoeiras seria reduzir a própria dimensão da Chapada das Mesas.


As quedas-d'água são algumas de suas imagens mais conhecidas, mas dividem espaço com um relevo singular. Morros, paredões e as formações em forma de mesas desenham o horizonte e ajudam a construir a identidade do território, com referências como o Morro do Chapéu.


Há ainda o Cerrado, suas nascentes, vegetação, frutos e biodiversidade. Para o Cazumbá, que percorreu a região inúmeras vezes, a Chapada tem vida própria. Às vezes, percorrer suas estradas e simplesmente observar a paisagem já faz parte da experiência.



A cultura completa esse cenário. O artesanato regional, inclusive com forte presença de referências do artesanato indígena, revela outros saberes e identidades presentes no território.


Tudo isso ajuda a explicar por que Carolina atrai tanta gente. Mas, nesta avaliação, as belezas naturais não entram na pontuação. A nota é para a cidade que recebe quem chega atraído por elas.


Carolina sabe receber


Depois de dezenas de passagens por Carolina, uma percepção permanece: é uma cidade onde o Cazumbá sempre se sentiu bem recebido.



A hospedagem apresenta opções para diferentes públicos e bolsos. Houve problemas pontuais em duas experiências questões de manutenção em uma pousada e incômodo com ruídos de roedores no telhado de uma hospedagem instalada em área antiga do Centro Histórico, mas são exceções diante do conjunto das estadias.


Em compensação, alguns cafés da manhã ficaram na memória: bolinhos preparados na hora, sabores com jeito de casa e, em outra hospedagem, variedade e ambiente que proporcionaram uma das experiências mais marcantes encontradas pelo Cazumbá em suas viagens.


Na gastronomia, Carolina oferece bons sabores regionais. Filhote, leitão e galinha caipira estão entre experiências já vivenciadas. À noite, bares, churrasquinhos, caldos, massas e comidas populares mantêm a cidade em movimento.


A Carolina do mercado, da história e do Rio Tocantins



Uma das melhores maneiras de conhecer uma cidade é observar seu cotidiano.


O mercado de Carolina permite contato com produtos da roça, café, bolos, peixes de água doce e hábitos que preservam características da vida interiorana. Ir ao mercado também pode ser uma experiência turística.


O Centro Histórico, com casario, igreja, praças, grandes mangueiras e arborização, revela outra Carolina. O Museu Histórico amplia esse contato com a memória local.


E existe o rio Tocantins. A Beira-Rio integra a paisagem e a vida da cidade. Dali também partem embarcações para Filadélfia, no Tocantins. As praias fluviais do município vizinho, entretanto, não somam pontos para Carolina. O que entra na avaliação é a relação da própria cidade com o rio e sua Beira-Rio.


Bem cuidada e com serviços



O Cazumbá já encontrou Carolina em diferentes momentos de conservação. Nas visitas mais recentes, a percepção é de uma cidade limpa, iluminada, com praças cuidadas e ruas em boas condições.


Circular de carro é fácil e estacionar normalmente não representa problema.


Há também boa sensação de segurança nas experiências acumuladas, ressalvando que se trata de uma percepção pessoal das viagens, e não de um indicador estatístico de criminalidade.


O comércio atende satisfatoriamente ao visitante. Farmácias, mercados, feiras e outros estabelecimentos permitiram ao Cazumbá encontrar o que precisava durante suas permanências na cidade.


Onde Carolina pode avançar


A cidade possui sinalização turística e Centro de Informações Turísticas, com mapas e orientações ao visitante.


A estrutura existe, mas pode avançar. Uma sinalização mais abrangente, moderna e bilíngue seria compatível com a importância alcançada pelo destino.


O acesso é outro ponto de atenção. Não há atualmente ônibus direto entre São Luís e Carolina. Quem depende de transporte coletivo precisa fazer conexões, utilizando rotas por Imperatriz/Estreito ou por Balsas.


Carolina também possui aeroporto, mas não conta atualmente com voos comerciais regulares. Segundo informação confirmada pelo Cazumbá junto à Secretaria de Comunicação do município, a estrutura atende voos particulares e abriga atividade de manutenção de aeronaves.


Para quem chega em voo comercial, Imperatriz funciona como principal porta de entrada, seguida pelo deslocamento terrestre.


Uma cidade para ser mais vivida


Carolina possui experiências próprias para oferecer além dos grandes atrativos que levam o visitante à região.


Mercado, Centro Histórico, museu, praças, gastronomia, Beira-Rio, comércio e vida noturna poderiam ser ainda mais conectados e apresentados ao turista.


Um roteiro urbano - algo como “Um dia em Carolina” - ajudaria a transformar o que já existe em uma experiência organizada, aumentando o tempo do visitante na cidade e movimentando restaurantes, bares, comércio, serviços e hospedagem.


A nota das Andanças


Hospitalidade e acolhimento — 9,0

Hospedagem — 8,5

Gastronomia e vida noturna — 8,0

Informação turística — 8,0

Sinalização turística — 7,5

Mobilidade e acesso — 7,5

Limpeza, organização e ambiente urbano — 8,5

Comércio e serviços — 8,0

Identidade, história e cultura — 9,0

Experiência geral — 8,5


CAROLINA: 82,5 PONTOS EM 100


A pontuação não é índice científico, pesquisa de opinião ou classificação oficial. É uma avaliação jornalística baseada nas experiências acumuladas durante 26 anos das Andanças do Cazumbá Maranhão adentro.


Carolina é a primeira de dez cidades que passarão pela mesma régua. Ao final da série, será possível construir um panorama sobre como esses municípios recebem quem viaja pelo Maranhão.


O Cazumbá gostou


Da hospitalidade, da atmosfera interiorana, das hospedagens e seus cafés da manhã, da gastronomia, do Centro Histórico, do mercado, das praças e arborização, da facilidade de circulação, da vida noturna, do artesanato e da relação de Carolina com o rio Tocantins e com a identidade da Chapada das Mesas.


O Cazumbá sentiu falta


De sinalização turística mais abrangente e bilíngue; de melhores conexões de transporte para quem chega sem veículo próprio; e de uma apresentação mais estruturada da própria cidade como experiência turística.


A Chapada, suas cachoeiras, seus morros, o Cerrado e suas paisagens ajudam a levar o mundo até Carolina. Nas Andanças do Cazumbá, a pergunta vai além: depois que o turista chega, como a cidade o recebe?


Fotos: Cedidas Flávio Aires/ Arquivo pessoal / Divulgação

 
 
 

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