Artesanato maranhense encerra 2025 com crescimento, geração de renda e fortalecimento de políticas públicas
- reginaldorodrigues3
- 29 de dez. de 2025
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Ações do Governo do Maranhão ampliam presença em feiras e consolidam o Ceprama como espaço de cultura, inovação e municipalismo por meio do projeto Vila Arte

O artesanato maranhense encerra o ano de 2025 com resultados expressivos em visibilidade, geração de renda e fortalecimento institucional. Ao longo do ano, artesãs e artesãos participaram de feiras, exposições, ações formativas e eventos de alcance estadual e nacional, consolidando o setor como expressão cultural, identidade e atividade econômica estratégica para o Maranhão.
As ações foram desenvolvidas pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, com atuação integrada do Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama) - equipamento vinculado à Setur-MA - e da Coordenação Estadual do Programa do Artesanato Brasileiro.

Para a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, o artesanato ocupa papel estratégico no desenvolvimento do estado. “O artesanato é parte essencial da identidade do Maranhão e também um importante produto turístico. Investir nesse setor é gerar renda, preservar saberes tradicionais e fortalecer a nossa cultura”, afirma.
Impacto econômico e alcance social

Em 2025, a participação do artesanato maranhense em eventos resultou na comercialização de 4.687 peças, com aproximadamente R$ 542 mil em negócios gerados. Ao todo, 205 artesãos foram beneficiados diretamente e 314 indiretamente, ampliando o impacto econômico e social das ações.
Dados do Observatório do Turismo do Maranhão indicam que 88,1% dos artesãos cadastrados no estado são mulheres, majoritariamente entre 36 e 60 anos, reforçando o papel do artesanato como instrumento de autonomia financeira, inclusão produtiva e fortalecimento da economia criativa.
Vila Arte: revitalização, cultura e municipalismo no Ceprama

Ao longo de 2025, o Ceprama avançou em um processo de revitalização dos seus espaços, integrado ao projeto Vila Arte – MaranhenCidade, iniciativa abraçada pelo Governo do Maranhão e pela Setur-MA com o objetivo de transformar o equipamento em um espaço ainda mais dinâmico, cultural e representativo da diversidade maranhense.
Entre as ações, destacam-se a requalificação do terraço cultural, a revitalização de auditórios e áreas de convivência, além da ampliação do uso do espaço por diferentes secretarias do Governo do Estado para a realização de seminários, oficinas e workshops.

Segundo o coordenador de Projetos Especiais, Jorge Beckmann, a Vila Arte representa um novo conceito de ocupação e vivência do Ceprama. “A Vila Arte integrou artesanato, economia criativa e experiências culturais. O projeto remodelou espaços, criou áreas de convivência e fortaleceu o Ceprama como um ambiente vivo, que dialoga com o público e valoriza o trabalho dos artesãos”, explica.
Artesanato de vários territórios maranhenses

Dentro do projeto Vila Arte, a gestão implantou o espaço municipalista do artesanato, voltado à valorização da produção dos municípios maranhenses. O espaço abriga e comercializa peças de diferentes territórios do estado, ampliando a representatividade regional e fortalecendo a interiorização das políticas públicas.
De acordo com o diretor do Ceprama, Silvério Costa, o municipalismo é uma das marcas da atual gestão. “O espaço municipalista, inserido dentro do projeto Vila Arte, é um marco da nossa gestão e está alinhado às diretrizes do Governo do Estado. Ele valoriza o artesanato produzido nos municípios e fortalece a identidade cultural de cada território”, destaca.

A agenda cultural do Ceprama também reforçou São Luís como Capital Brasileira do Reggae, com a realização de festas temáticas que integraram música, cultura popular e artesanato, consolidando o equipamento como espaço desse movimento cultural.
Para 2026, a expectativa é de expansão do espaço municipalista, com a adesão de novos municípios e o fortalecimento da presença do artesanato do interior no Ceprama.
Formalização e novos permissionários

O Programa do Artesanato Brasileiro avançou na formalização e descentralização das ações. Atualmente, o Maranhão conta com 4.218 artesãos com cadastro ativo. Em 2025, foram realizados 129 novos cadastros nos municípios de Raposa, Paço do Lumiar, Cantanhede, Codó, Peritoró, São Mateus e Coroatá.
No Ceprama, o Edital de Chamamento Público nº 05/2025 credenciou 30 artesãos individuais e 9 trabalhadores criativos, que passaram a atuar no espaço a partir de agosto, ampliando a diversidade de produtos e técnicas.
A artesã Lúcia Franco, permissionária do Ceprama há 37 anos, avalia o ano como positivo. “As feiras, eventos e oficinas ajudaram muito na venda e no aprendizado. O Ceprama é um espaço que acolhe e fortalece quem vive do artesanato”, afirma.
Projeção nacional e perspectivas

O artesanato maranhense teve presença destacada em eventos nacionais, como o 19º Salão do Artesanato – São Paulo, com aproximadamente R$ 299 mil em vendas, e a 25ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), em Pernambuco, com cerca de R$ 85 mil em negócios gerados, ampliando mercados e oportunidades.
Para a coordenadora estadual do PAB, Liliane Castro, os resultados refletem um trabalho integrado. “Os números de 2025 mostram que o artesanato maranhense está fortalecido. A formalização, a valorização cultural e a presença em espaços estratégicos são fundamentais para esse avanço”, ressalta.
O Ceprama

O Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão é um equipamento do Governo do Maranhão, vinculado à Secretaria de Estado do Turismo, dedicado à valorização, exposição e comercialização do artesanato maranhense.
O espaço funciona na Rua São Pantaleão, nº 1322, Bairro Madre Deus, São Luís – MA, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 13h. Após o recesso de fim de ano, as atividades serão retomadas a partir do dia 5 de janeiro.
Texto e imagens: Geíza Batistta - Assessoria de comunicação do Ceprama/Setur-MA












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