Chapada das Mesas na ABAV Expo Rio 2025: governança, integração e desenvolvimento regional
- reginaldorodrigues3
- 13 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de out. de 2025

A presença do Polo Chapada das Mesas na ABAV Expo Rio 2025 evidenciou não apenas as belezas naturais da região, mas também o avanço das estruturas institucionais que vêm organizando o turismo regional.
Em debate no evento, Marcelo Introvini, presidente da Instância de Governança Regional (IGR) Chapada das Mesas, reforçou a importância da articulação entre municípios, secretarias e comunidade para consolidar um turismo sustentável e integrado.

Segundo Marcelo, a Estância de Governança hoje reúne um grupo representativo e atua de maneira ampla:
“hoje nós temos aproximadamente 15 pessoas representando o polo da Chapada das Mesas, aqui na Abav Expo Rio. A Estância de Governança conta com 13 municípios cadastrados e estamos incluindo mais cinco que vão integrar esse trabalho. Nossa proposta é atuar de forma articulada em cinco segmentos: turismo, meio ambiente, cultura, esporte e desenvolvimento social e econômico.”

A governança regional tem papel estratégico porque permite coordenar políticas e projetos que ultrapassam fronteiras municipais, por exemplo, ações de conservação, infraestrutura de acesso às atrações e formação de guias e empreendedores locais — garantindo que o desenvolvimento turístico gere benefícios distribuídos e preservação ambiental.
Inclusão e representatividade

No estande e nas conversas em torno do polo, a Chapada das Mesas reforçou seu caráter plural: além de gestores e empresários, participaram lideranças locais e representantes de povos tradicionais, como a etnia Guajajara. A presença desses atores nas instâncias de governança fortalece ações mais legítimas e culturalmente sensíveis, essenciais para um turismo que respeite territórios e saberes locais.
Potencial turístico integrado

A Chapada das Mesas concentra paisagens únicas — mesas, cânions, poços de água cristalina e quedas d’água como a Cachoeira do Prata e o Complexo Poço Azul que, quando trabalhadas de forma integrada pelos municípios e pelo IGR, viram roteiros mais qualificados e atrativos o ano inteiro. Investir em roteiros regionais, sinalização, formação e infraestrutura de base aumenta a permanência de visitantes e a geração de renda local.
Cinco frentes de atuação

Ao listar os cinco eixos — turismo, meio ambiente, cultura, esporte e desenvolvimento social e econômico — a IGR Chapada das Mesas estabelece uma pauta multidimensional que amplia os resultados: conservação e turismo caminham juntos; eventos esportivos podem atrair público em baixa temporada; iniciativas culturais valorizam identidades locais e fortalecem a oferta turística; e programas de desenvolvimento social garantem que a atividade gere inclusão e oportunidades para comunidades.
Por que as IGRs fazem a diferença?

Instâncias de Governança Regionais funcionam como pontes entre municípios, órgãos estaduais e atores privados — organizando prioridades, buscando recursos e coordenando ações técnicas e promocionais.
No caso da Chapada das Mesas, essa governança facilita a criação de produtos turísticos regionais mais competitivos e sustentáveis, além de centralizar esforços para enfrentar desafios estruturais como acesso, saneamento em áreas turísticas e capacitação profissional.

Fotos: 3, 4, 5 e 6, acervo e cedidas pela Superintendência de turismo da Chapada das Mesas/ IGR Chapada das Mesas/Divulgação












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