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Dia de São Pedro: fé, tambor e tradição no coração da ilha

Na Capela de São Pedro, devoção dos grupos de bumba-meu-boi marca o amanhecer do 29 de junho em São Luís

Nesta manhã de 29 de junho, São Luís despertou ao som das matracas, pandeirões e orações. Toda a nação boeira, formada por grupos de bumba-meu-boi dos mais variados sotaques, da baixada, matraca, zabumba, orquestra e costa de mão, se reuniu diante da Capela de São Pedro para reverenciar o padroeiro dos pescadores.

Em uma atmosfera vibrante, colorida e carregada de emoção, boieiros e devotos pagaram promessas, agradeceram pelas graças alcançadas e renovaram sua fé. A celebração, que mistura religiosidade e cultura popular, é um dos momentos mais simbólicos do ciclo junino maranhense.

A Capela de São Pedro, localizada no bairro Madre Deus, se transforma nesse dia em ponto de encontro de fé e tradição. A alvorada é acompanhada por batucadas ritmadas, indumentárias reluzentes e o respeito sagrado que cada brincante leva consigo.

Em uma cidade-ilha cercada pelo mar, a homenagem a São Pedro também ecoa nas comunidades pesqueiras, nos barcos enfeitados e nas orações silenciosas de quem vive do ofício da pesca.

Barcos enfeitados cruzam o mar com bandeiras, imagens e cantos de louvor. Nas comunidades pesqueiras, como Raposa, Portinho, Maracanã, Anjo da Guarda e Liberdade, a data é marcada por missas, alvoradas e festas que misturam religiosidade e resistência.


É dia de fé que pulsa no tambor. De agradecimento que dança no ritmo do boi. De cultura que se fortalece em cada passo de devoção.


Fotos: Constantino Moritz/Redes Sociais/Divulgação

 
 
 

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