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Do Cajupary para o Brasil: produtora maranhense chega à final nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios

Foto do escritor: reginaldorodrigues3
reginaldorodrigues3
há 3 horas
3 min de leitura

Claudete Pereira transforma agricultura familiar, sustentabilidade e turismo comunitário em oportunidades para mulheres e famílias da zona rural de São Luís



Uma experiência que nasceu na zona rural de São Luís e que reúne agricultura familiar, sustentabilidade, empreendedorismo feminino e turismo comunitário ganhou projeção nacional. Claudete Pereira de Oliveira, conhecida como Gorda, está entre as finalistas nacionais do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios 2026, na categoria Produtora Rural e Artesã.


Moradora da comunidade do Cajupary, Claudete desenvolve há 16 anos um trabalho no Sítio Aconchego da Gorda, transformando a propriedade em espaço de produção, geração de renda, aprendizado e valorização dos saberes locais.


A final nacional será realizada no dia 17 de novembro, em Vitória, no Espírito Santo, durante o EmpoderaDONAS. As vencedoras podem receber premiações de até R$ 50 mil, além de capacitação, mentoria e missão técnica.


Turismo como instrumento de desenvolvimento



Um dos aspectos que chama atenção na trajetória de Claudete é justamente a utilização do turismo como ferramenta para fortalecer a comunidade.


O Sítio Aconchego da Gorda integra a Rota do Cuxá com Jussara, iniciativa de turismo comunitário que conecta propriedades do Cajupary. A proposta busca fazer com que cada empreendimento tenha sua própria identidade e ofereça experiências diferentes ao visitante.


Em uma propriedade, o destaque pode ser a farinha; em outra, o peixe; em outra, atividades ligadas à produção rural. A lógica é criar complementaridade entre os participantes, evitando a repetição das mesmas experiências.


A atividade também vem alcançando outros segmentos. A comunidade passou a receber visitantes e estudantes por meio de ações de turismo pedagógico desenvolvidas em parceria com a Universidade Estadual do Maranhão (Uema), além de participar da Rota do Turismo 50+.


É uma experiência que mostra como o turismo pode ultrapassar os roteiros tradicionais de São Luís e chegar às comunidades rurais, transformando produção agrícola, modos de vida, gastronomia, conhecimento e identidade local em experiências para quem visita.


Empreendedorismo que envolve a comunidade



O trabalho desenvolvido por Claudete não se restringe à sua propriedade. Atualmente, 20 mulheres da comunidade participam das iniciativas, envolvendo atividades de produção, aprendizado e geração de renda.


No sítio são desenvolvidas ações relacionadas à agricultura familiar, produção de ovos e cultivo de plantas medicinais. A sustentabilidade também está presente, com utilização de energia solar, cultivo consorciado e aproveitamento da terra de acordo com as diferentes épocas do ano.


Novos passos estão sendo preparados, entre eles o beneficiamento de ovos e o processamento de plantas medicinais. A propriedade dispõe de equipamentos para desidratação, destilação de óleos essenciais, trituração e embalagem.


A intenção é que o próprio sítio também funcione como espaço de demonstração e troca de conhecimentos, permitindo ao visitante acompanhar etapas que vão da produção à transformação dos produtos.


Maranhão em destaque



A classificação de Claudete para a final ocorre em uma edição de forte participação maranhense no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios.


O Maranhão registrou 650 inscrições em 2026, crescimento de 48% em relação à edição anterior. O estado liderou o número de candidaturas no Nordeste e ficou na terceira colocação nacional.


Segundo a gestora estadual de Empreendedorismo Feminino do Sebrae Maranhão, Reijane Almeida, duas empreendedoras maranhenses chegaram à etapa nacional, demonstrando a diversidade e a força das mulheres que estão à frente de negócios no estado.


Para Claudete, estar entre as finalistas significa mais do que uma conquista individual. Sua trajetória representa mulheres que, muitas vezes, começaram com poucos recursos, enfrentaram dificuldades e precisaram persistir para transformar ideias em negócios.



Do Cajupary para uma disputa nacional, o Sítio Aconchego da Gorda mostra também uma vertente que merece atenção no desenvolvimento turístico de São Luís: o potencial existente nas comunidades rurais da capital.


Ali, agricultura familiar, gastronomia, sustentabilidade, saberes tradicionais e empreendedorismo podem caminhar juntos com o turismo - gerando renda, valorizando quem vive no território e oferecendo ao visitante novas formas de conhecer São Luís.


Fonte das informações: Agência Sebrae de Notícias - Maranhão.

 
 
 

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