General Arthur Carvalho: a Avenida que escancara o abandono em Ribamar
- reginaldorodrigues3
- há 4 horas
- 2 min de leitura
Enquanto São Luís mantém, Paço do Lumiar avança, São José de Ribamar amarga caos, lama e prejuízos

A Avenida General Arthur Carvalho, uma das mais importantes ligações viárias da Grande Ilha, virou símbolo de um contraste inaceitável entre gestões públicas. Com cerca de 15 quilômetros de extensão, a via atravessa São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar, mas o que deveria ser um eixo de integração se transformou em um retrato de desigualdade administrativa.

No trecho de São Luís, a realidade é de normalidade. Em Paço do Lumiar, a resposta é visível: máquinas em operação, asfalto sendo aplicado e um cronograma em execução. A promessa é de conclusão em poucos dias, demonstrando que, quando há vontade política e gestão eficiente, o problema anda.

Mas ao cruzar para São José de Ribamar, o cenário muda drasticamente, e revolta. No trecho do Miritiua, a população enfrenta uma situação simplesmente deplorável.

O que antes era um asfalto desgastado, mas ainda funcional, foi completamente removido por uma empresa contratada pelo Governo do Estado. O problema é que a obra parou no meio do caminho. Há quase um mês, o que se vê é uma via esburacada, tomada por crateras, lama e abandono.

As chuvas só agravaram o problema. Motoristas acumulam prejuízos com veículos danificados, motociclistas arriscam a própria vida diariamente e pedestres enfrentam um verdadeiro campo minado para se locomover. Não há sinalização, não há solução paliativa, não há presença efetiva de equipes trabalhando.

A informação de que existiriam máquinas na região não se sustenta na prática. O que a população enxerga, e sente, é o completo descaso.

A pergunta que fica é inevitável: como uma obra iniciada pode ser simplesmente abandonada dessa forma?

A ausência de resposta do poder público de São José de Ribamar, somada à inércia diante de uma intervenção conduzida em parceria com o Estado, expõe um cenário de desorganização, falta de fiscalização e, principalmente, desrespeito com quem depende da via todos os dias.
A General Arthur Carvalho hoje não é apenas uma avenida. É um termômetro de gestão. E, no trecho de Ribamar, a temperatura é de indignação.
A comunidade não quer promessa. Quer ação. E com urgência.








Comentários