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História do domingo: O início perfeito

A vida é a arte do encontro?


 “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.


O Show Tem Que Continuar

O teu choro já não toca

Meu bandolim

Diz que minha voz sufoca

Teu violão

Afrouxaram-se as cordas

E assim desafina

E pobre das rimas

Da nossa canção


Hoje somos folha morta

Metais em surdina

Fechada a cortina

Vazio o salão


Se os duetos não se encontram mais

E os solos perderam emoção

Se acabou o gás

Pra cantar o mais simples refrão


Se a gente nota,

Que uma só nota

Já nos esgota

O show perde a razão


Mas iremos achar o tom

Um acorde com um lindo som

E fazer com que fique bom

Outra vez, o nosso cantar

E a gente vai ser feliz

Olha nós outra vez no ar

O show tem que continuar


Nós iremos até Paris

Arrasar no Olimpia

O show tem que continuar


Olha o povo pedindo bis

Os ingresso vão se esgotar

O show tem que continuar


Todo mundo que hoje diz

Acabou, vai se admirar

Nosso amor vai continuar


Conhecida pela interpretação do grupo “Fundo de Quintal”, a música “O Show tem Que Continuar” é uma composição de Arlindo Cruz em parceria com Sombrinha e Luiz Carlos Da Vila.


• Transitando entre a melancolia e a esperança, sua letra usa metáforas musicais pra falar sobre desafios enfrentados dentro e fora do palco.


Já no início, ela mostra aquele amor desgastado, onde o choro de um não emociona mais o outro, e as vozes — que antes se complementavam — viraram motivo de sufoco.


Para ilustrar ainda mais essa perda de brilho e vitalidade, a música se distancia da beleza da paixão, evocando imagens de “cordas afrouxadas”, “folha morta” e “salão vazio”.


Mas, longe de perder a esperança, Arlindo Cruz diz que quando o show perde a razão, é só se esforçar pra achar o tom e fazer com que fique bom, outra vez, o nosso cantar.


Seguindo o ensinamento da Frida Khalo, a gente sabe que ninguém deve se demorar onde não existe amo. Porém, quando o sentimento ainda vale a pena, por que não tentar ser feliz de novo?


Pra reacender a paixão — no amor, no palco ou na vida —, dá pra usar o título da música como mantra: ainda que existam obstáculos no caminho, o show tem que continuar.


O início perfeito

(Baseado em uma história real)


A história da Bárbara e do Matheus começou no Carnaval de 2018. Nascidos e criados em Salvador, o feriado sempre foi motivo de festa na vida dos dois.


• Ela já sabia que ele estava interessado por informações de uma amiga em comum, mas a vida ainda não tinha permitido esse encontro.


Até que eles se cruzaram na avenida. A Bárbara falou com a tal amiga que não ia ficar com ele de jeito nenhum. Já o Matheus falou que não ia desistir até conseguir um beijo.


Na época, os dois estavam em momentos conturbados: ela tinha acabado de sair de um relacionamento turbulento, e ele estava mudando de cidade por questões profissionais.


A Bárbara resistiu no primeiro momento, mas no segundo dia de Carnaval o beijo aconteceu — ao som de “malandinha”, do Edson Gomes.


• Com uma letra que diz que “há muito tempo que eu queria ter um grande amor como você”, ela diz que foi a trilha sonora perfeita.


Como era o seu Carnaval de “despedida de Salvador”, o Matheus já tinha falado que queria aproveitar como se não houvesse amanhã — daquele tipo que escala camarote pra ganhar beijo na boca.


Mas a conexão dos dois foi tão grande que eles ficaram “casados” durante todos os dias de folia. Pra completar, na terça-feira, resolveram curtir um Netflix com ar-condicionado e pipoca.


Acordaram na quarta de cinzas com o coração apertado, sabendo que o filme dos dois ia chegar no fim: ele iria pra Manaus no dia seguinte, e ela seguiria a sua vida em Salvador.


• Como um relacionamento à distância estava fora de cogitação do orçamento de dois universitários, aceitar o “adeus” era a única opção.


Até que, 2 anos depois, o Matheus mandou pra Bárbara um livro com fotos dos dois e algumas palavras — como “saudade” — marcadas nas páginas.


 Eles voltaram a se falar, mas, logo depois, a Bárbara acabou voltando pro antigo relacionamento que falamos lá no início, e ele também se abriu pra algumas relações mais sérias.


Em 2020, quando os dois ficaram solteiros, a Bárbara mandou o livro de volta pro Matheus, com uma carta dizendo que estava disposta a dar uma chance pro que eles nunca viveram.


• Massss, como vocês já sabem, a pandemia veio e o encontro dos dois teve que ser adiado mais uma vez.


Quatro anos se passaram. A Bárbara foi morar na Austrália e voltou. Os pais do Matheus se mudaram pra Minas Gerais. Ele namorou por 3 anos, e ela viveu histórias de amor que não a pertenciam.


A vida dos dois foi seguindo, até que voltou exatamente pro mesmo lugar: o Carnaval de Salvador. Só que, agora, em 2024.


Já ouviram falar que o destino prega peças? Pois é, eles estavam solteiros e no mesmo espaço geográfico, mas só foram saber disso quando o Matheus entrou no avião voltando pra casa.


• Ainda assim, a Bárbara sentiu que esse filme precisava de uma continuação, e resolveu mandar uma mensagem pra ele.


Mais maduros, mais dispostos e mais entregues, a conversa dos dois fluiu como se tivessem continuado de onde pararam.


É difícil de explicar, mas a Bárbara diz que as coisas com o Matheus são simplesmente leves, naturais e recíprocas.


Movida por esse sentimento, ela acabou de fazer o que deveria ter feito há 6 anos: comprou sua passagem pra Manaus. Chegou lá no dia 27 de março, e está indo embora hoje de manhã.


• A Bárbara já tinha mostrado o “the stories” pro Matheus, e prometeu pra ele que um dia mandaria essa história.


Em suas palavras, ele faz com que ela se sinta em casa, mas também lhe dá borboletas no estômago como uma adolescente a caminho do seu primeiro encontro.


Hoje, vai ser a despedida, e a Bárbara ainda não sabe o que futuro lhes reserva. De qualquer forma, acordar no domingo de manhã e compartilhar esse amor parece o “início” perfeito.


Texto e imagens: The stories/Reprodução

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