História que se escreve: madeira de casarão antigo vira canetas artesanais únicas
- reginaldorodrigues3
- 3 de dez. de 2025
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Artesão maranhense transforma peças de 1830 em objetos de arte que preservam a memória do Centro Histórico.

Projeto Maranhão de Quem Faz recupera patrimônio e inspira criação de canetas exclusivas feitas à mão. Na charmosa Rua do Giz, no Centro Histórico de São Luís, um capítulo especial da preservação cultural maranhense está sendo reescrito.
O antigo casarão conhecido como Casa Amarela, datado de 1830, voltou a respirar após décadas de abandono. A retomada de sua história só foi possível graças ao projeto Maranhão de Quem Faz, iniciativa que tem promovido a revitalização de importantes imóveis históricos do estado.
Durante o processo de restauração, um verdadeiro tesouro adormecido veio à tona: as madeiras originais que sustentaram o casarão por quase dois séculos. Longe de serem descartadas, essas peças carregadas de memória ganharam destino nobre nas mãos de um artesão local, que enxergou nelas mais que matéria-prima, viu história, identidade e beleza.

Reconhecendo o valor simbólico e estético desse material, o artesão decidiu transformá-lo em canetas artesanais, trabalhadas inteiramente à mão. Cada peça nasce com identidade própria, marcada pelas texturas, tonalidades e cicatrizes naturais da madeira que atravessou o tempo.
O resultado são canetas exclusivas, que unem funcionalidade, afeto e patrimônio. Mais que objetos utilitários, elas se tornam fragmentos tangíveis da história do Maranhão, agora ressignificados como arte funcional. Destinadas a colecionadores, amantes de artesanato e apaixonados pela memória local, as peças celebram a capacidade de transformar passado em futuro.
Quem adquire uma dessas canetas leva consigo mais do que um instrumento de escrita: leva parte da trajetória da Casa Amarela, da Rua do Giz e do próprio Centro Histórico, patrimônio da humanidade. É uma forma de apoiar o artesanato local, valorizar o resgate do patrimônio e, ao mesmo tempo, carregar no bolso um pedaço vivo da história maranhense.












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