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Ilha brasileira é a 1ª a ter selo de turismo sustentável do Hemisfério Sul


Projetos para instalar as primeiras placas solares da América Latina, gerar energia eólica e aproveitar a água das chuvas. Essas são algumas das ações que acontecem na Ilha dos Arvoredos, localizada no Guarujá, no litoral de São Paulo, antes mesmo do termo sustentabilidade estar em alta

Em andamento desde a década de 1960, essas iniciativas contribuíram para que a ilha recebesse recentemente uma certificação global de excelência ambiental. Trata-se do selo Green Key, concedido pela organização não governamental Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca.


Em andamento desde a década de 1960, essas iniciativas contribuíram para que a ilha recebesse recentemente uma certificação global de excelência ambiental. Trata-se do selo Green Key, concedido pela organização não governamental Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca.


A ilha dos Arvoredos é o primeiro atrativo turístico das Américas e do Hemisfério Sul a conquistar esse selo.


Situada a 1,5 km da Praia de Pernambuco, a ilha de 36 mil metros quadrados pode ser considerada um laboratório de ecologia a céu aberto. A certificação conquistada veio pela avaliação do projeto Mundo Sustentável, que promove visitas educativas 100% monitoradas no local.


Modelo de educação



A iniciativa é baseada na tese de doutorado da pesquisadora Priscilla Bonini Ribeiro, da Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp), que criou um modelo de educação ambiental com metodologias ativas de aprendizagem sobre sustentabilidade.


Durante as visitas, os participantes têm contato com educadores ambientais, centro de pesquisa com ferramentas de ponta e acesso a espécies da fauna e flora nativas. Desde 2021, cerca de 2 mil pessoas já passaram pelo local.


A realização do projeto é fruto de uma parceria entre o Instituto Nova Maré (INMAR) e a Fundação Fernando Eduardo Lee (FFEL), que leva o nome do engenheiro fundador da Ilha dos Arvoredos e é detentora da concessão do local desde 1980.


De acordo com o presidente do INMAR, Bruno Tacon, o selo Green Key é resultado da auditoria de 65 critérios envolvendo áreas como documentação, gestão de equipe, resíduos e água. A avaliação é feita in loco e tem validade de um ano.



"Nosso grande diferencial foi o uso da água, 100% de toda a água utilizada na ilha vem da chuva.
Bruno Tacon, presidente do INMAR

Além da captação, a estrutura conta com um sistema de retenção de impurezas e aproveitamento de água limpa. A ilha tem capacidade para armazenar até 2,5 milhões de litros de água doce. Esse volume é suficiente para abastecer uma cidade do tamanho de Teodoro Sampaio (SP), de cerca de 23 mil habitantes.


Destino sustentável


No mundo todo, apenas 97 atrativos turísticos detêm o selo Green Key. Mas a certificação também pode ser estendida a outras categorias de empreendimentos ligados ao turismo, como hotéis, pousadas e restaurantes, o que hoje chega a 4 mil estabelecimentos certificados em 60 países.


Tacon observa que a gestão da Ilha dos Arvoredos planeja compartilhar com outras organizações turísticas brasileiras os valores do empreendimento.


"Queremos estimular que mais estabelecimentos busquem essa certificação. Existe um universo de categorias a serem exploradas. Assim, podemos nos tornar um dia um destino sustentável e não apenas uma atração sustentável.
Bruno Tacon, presidente do INMAR

Ele também acredita que essa certificação pode auxiliar a ilha a obter mais apoiadores no custeio das operações. Hoje, os custos para manter a estrutura funcionando são de aproximadamente R$ 50 mil por mês. Por enquanto, o empreendimento conta apenas com patrocínio das instituições envolvidas na administração, e que também não têm fins lucrativos.



Pioneirismo


Conselheira da FFEL, a pesquisadora Priscilla Bonini Ribeiro, da Unaerp, analisa que obter o selo Green Key reflete o pioneirismo do engenheiro mecânico Fernando Eduardo Lee quando ainda não havia escassez de recursos naturais.


Para Priscilla, ao trabalhar com a temática da sustentabilidade há mais de 60 anos, Lee mostrou que era possível que o ser humano vivesse em harmonia com o meio ambiente. O engenheiro faleceu aos 91 anos, em 1994.


"Ele acreditava que tudo era possível. Idealizou construir uma ilha autossustentável quando ela ainda era um rochedo e buscou o seu aforamento. Com o passar dos anos, mais pessoas foram agregadas para continuar esse legado.
Priscilla Bonini Ribeiro, pesquisadora

Entre os pontos de visitação da ilha que chamam atenção dos visitantes estão uma gruta, uma torre em formato de farol, a réplica de um foguete, uma oficina de barcos em concreto no formato de navio e a estátua de uma Fênix.


Em média, a ilha recebe diariamente 115 visitantes. A taxa para conhecer o local custa entre R$ 140 a R$ 220 por pessoa, de acordo com o modelo de visitação agendado. Além das visitas educativas, o local também recepciona eventos corporativos, esportivos e voltados ao bem-estar.


Informação: UOL

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