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Insegurança, iluminação precária e desordenamento preocupam empresários da Avenida Litorânea

Foto do escritor: reginaldorodrigues3
reginaldorodrigues3
há 38 minutos
4 min de leitura

Presidente da Aslit alerta para assaltos, deterioração da infraestrutura e ocupação desordenada em um dos principais cartões-postais turísticos de São Luís



Um dos principais espaços turísticos, gastronômicos e de lazer de São Luís, a Avenida Litorânea enfrenta problemas de segurança, iluminação pública, conservação e ordenamento. O alerta é de Walternor Costa Silva, presidente da Associação dos Empresários da Avenida Litorânea (Aslit), que cobra maior atenção do poder público para a orla da capital maranhense.


Em entrevista ao Cazumbá, Walternor afirmou que a deficiência na iluminação é uma preocupação antiga dos empresários. Segundo ele, quando a Litorânea foi entregue, além da iluminação da avenida, existiam holofotes direcionados para a faixa de areia, proporcionando maior visibilidade à praia durante a noite.



Com o passar dos anos, entretanto, a estrutura teria se deteriorado sem uma renovação completa.


“Tem poste lá que está até caindo de tão antigo. Estamos em uma área de praia, muito exposta à maresia, e essa salinidade acelera a corrosão das estruturas. E a gente está sem iluminação”, afirmou.


Escuridão e insegurança


A deficiência na iluminação, segundo o presidente da Aslit, está diretamente relacionada à preocupação com a segurança de trabalhadores, moradores, frequentadores e turistas.


Walternor relata ocorrências de assaltos, inclusive envolvendo criminosos armados, e afirma que a faixa de areia se torna especialmente vulnerável com a chegada da noite.



“A gente tem sistema de alarme nas nossas barracas, alguns bares têm segurança dentro da barraca. Mas os caras chegam armados. A gente fica refém e sofre a consequência do assalto”, relatou.


Para ele, não basta substituir pontualmente lâmpadas que apresentam problemas. A Litorânea precisaria de uma intervenção mais ampla, envolvendo inclusive a renovação dos postes deteriorados pela exposição permanente ao ambiente marinho.


“Quando uma parte da Litorânea está totalmente escura, a gente liga para o órgão competente. Eles vão lá e trocam uma lâmpada, mas fica aquele contraste. O que precisa é uma reforma da iluminação, inclusive com a troca dos postes”, defendeu.


Conservação preocupa empresários


Outro ponto levantado pela Aslit é o estado geral de conservação da orla. Walternor cita o avanço da areia sobre alguns espaços, estruturas que necessitam de manutenção e problemas acumulados ao longo dos anos.



O presidente da entidade reconhece intervenções que vêm sendo realizadas pelo Governo do Estado em trechos da orla, com melhorias em calçadões e acessos à praia, incluindo rampas e escadarias. Na avaliação dele, entretanto, ainda há muito a ser feito.


“A Litorânea está largada mesmo. No geral, tem muita coisa a desejar ainda”, declarou.


A situação preocupa especialmente por se tratar de uma das áreas mais frequentadas da capital e de um importante cartão-postal de São Luís, concentrando bares, restaurantes, atividades esportivas, lazer e serviços ligados direta e indiretamente ao turismo.


Aslit cobra ordenamento da faixa de praia



Walternor também chama atenção para o crescimento da ocupação informal em determinados pontos da praia. Segundo ele, enquanto bares e restaurantes formalizados são submetidos regularmente à fiscalização de órgãos como Vigilância Sanitária, Procon e Corpo de Bombeiros, comerciantes informais estariam atuando sem o mesmo nível de controle.


“Você vê um monte de barracas, tendas, gente vendendo comida sem a fiscalização que nós recebemos. Enquanto isso, nós sofremos toda essa pressão para andar dentro da legalidade”, afirmou.


Para a Aslit, o ordenamento precisa alcançar todos aqueles que desenvolvem atividades comerciais na área, garantindo segurança sanitária, organização do espaço público e cumprimento das regras.


Walternor revelou ainda que já tentou levantar informações sobre ocupações consideradas irregulares para encaminhamento aos órgãos responsáveis, mas afirmou ter sido ameaçado enquanto fazia registros, o que o levou a interromper a iniciativa.


Barracas passaram por adaptações


Sobre as mudanças realizadas ao longo dos anos nas estruturas dos bares da Litorânea, Walternor explica que muitas adaptações ocorreram justamente para atender às exigências dos órgãos fiscalizadores.


Segundo ele, as barracas originais utilizavam materiais como madeira e palha e não contemplavam todas as necessidades sanitárias, elétricas e de prevenção a incêndios exigidas posteriormente.


“A gente recebeu um tipo de barraca sem um estudo de todas as necessidades. Depois, com as fiscalizações, fomos descobrindo que precisava de revestimento adequado, piso, instalações elétricas mais seguras e outras adaptações”, explicou.


O empresário ressalta ainda que a própria dinâmica da Avenida Litorânea mudou. Se no passado a praia concentrava movimento principalmente nos fins de semana, hoje bares, restaurantes e outros serviços funcionam durante toda a semana e representam uma importante fonte de trabalho e renda.


“Hoje a Litorânea proporciona emprego para milhares de pessoas. Ela não é mais um negócio de fim de semana, é um negócio de todos os dias”, destacou.


Um problema que também atinge o turismo


Para além das dificuldades enfrentadas pelos empresários, os problemas apontados pela Aslit atingem diretamente a imagem de um dos principais espaços turísticos de São Luís. Iluminação, segurança, conservação, limpeza e ordenamento fazem parte da experiência de quem frequenta a orla, seja morador ou visitante.


A cobrança da entidade é para que os diferentes órgãos responsáveis atuem de maneira integrada na recuperação e manutenção da Avenida Litorânea, conciliando atividade econômica, turismo, lazer, segurança e uso ordenado do espaço público.


O Cazumbá procurará os órgãos públicos responsáveis pelas áreas citadas na reportagem para que possam se manifestar sobre as questões levantadas pelo presidente da Aslit. O espaço permanece aberto aos respectivos posicionamentos.


Fotos: Ilustrativas / Arquivo pessoal / cedidas/ Divulgação

 
 
 

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