Reforma administrativa à vista: quem vai comandar o Turismo de São Luís?
Eleição de Eduardo Braide para o Governo do Maranhão pode provocar mudanças na equipe de Esmênia Miranda. Na Setur, três mulheres com formação e experiência no turismo estão entre os quadros técnicos da pasta.

A eleição de Eduardo Braide para o Governo do Maranhão deverá movimentar os bastidores da administração municipal de São Luís. Com a formação do futuro secretariado estadual, existe a possibilidade de integrantes da atual gestão da prefeita Esmênia Miranda serem convidados a acompanhar o governador eleito.
Esse cenário abre caminho para uma possível reforma administrativa na Prefeitura, com mudanças em diferentes secretarias. E uma pergunta começa a ganhar espaço: o que acontecerá com a Secretaria Municipal de Turismo?
A saída do professor Saulo Santos deixou a pasta sob a responsabilidade da subsecretária Sílvia Romana, turismóloga, Doutoranda em Geografia, com experiência na gestão pública e que já vinha participando das ações desenvolvidas pela Secretaria.

Sílvia ingressou na Setur no início da gestão de Eduardo Braide, permaneceu por alguns anos, passou pela coordenação de Turismo de São José de Ribamar e retornou há aproximadamente seis meses, quando assumiu a subsecretaria.
Sua permanência no comando da pasta é uma das possibilidades a serem consideradas, especialmente pela familiaridade com os projetos em andamento.
Mas há outros nomes dentro da própria Secretaria, entre estes:
Fernanda Napoleão, turismóloga, atua na coordenação de promoção e marketing, participando das ações de divulgação do destino São Luís. Já Brenda Leite, turismóloga e mestra, integra a equipe técnica da Setur, atuando na área de análises técnicas.

São três profissionais com formação específica, experiência e conhecimento da realidade do turismo municipal.
A eventual reforma administrativa poderá representar uma oportunidade para a prefeita avaliar o perfil de quem conduzirá a política de turismo da capital. Entretanto, não há necessidade administrativa automática de substituir quem atualmente responde pela pasta apenas porque outras secretarias poderão passar por mudanças.
A gestão de Saulo Santos vinha desenvolvendo projetos e ações que precisam ter continuidade. São Luís não pode ficar refém de sucessivas mudanças que interrompam planejamentos ou obriguem novas equipes a começar tudo novamente.
O turismo exige conhecimento técnico, articulação com o setor produtivo, planejamento e compromisso com resultados. A escolha de quem ocupará a titularidade da Secretaria deve considerar esses atributos, além da capacidade de gestão.
Afinal, se a própria Setur dispõe de profissionais com formação e experiência, por que não considerar esses quadros antes de buscar alternativas fora da Secretaria?
A decisão caberá à prefeita Esmênia Miranda, que terá de conciliar as necessidades administrativas da capital com o novo cenário político estadual.
O importante é que uma eventual reorganização não comprometa os avanços alcançados. Mais do que nomes, São Luís precisa de continuidade e de uma política de turismo capaz de atravessar mudanças de governo sem perder o rumo.








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