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TAP admite ampliar voos entre Lisboa e São Luís, mas condiciona expansão à demanda e à promoção do Maranhão na Europa

Foto do escritor: reginaldorodrigues3
reginaldorodrigues3
há 11 horas
3 min de leitura

Em entrevista exclusiva ao Cazumbá, Carlos Oliveira, presidente do Conselho de Administração da companhia portuguesa, fala sobre a sustentabilidade da nova rota, os mercados europeus e as perspectivas de crescimento da operação



A chegada da TAP Air Portugal a São Luís representa uma conquista para a conectividade internacional do Maranhão, mas a permanência e a ampliação da nova ligação aérea dependerão de um fator decisivo: a capacidade de atrair passageiros nos dois sentidos da operação.


A avaliação é de Carlos Oliveira, presidente do Conselho de Administração da TAP, que conversou com o Cazumbá durante a inauguração do Vila Galé Collection Ópera São Luís, realizada na terça-feira (27), no Centro Histórico da capital maranhense.


Com a nova rota, São Luís tornou-se a 15ª cidade brasileira atendida pela companhia portuguesa, que passa a oferecer duas frequências semanais, com partidas de Lisboa às terças e quintas-feiras e saídas de São Luís nas madrugadas de quarta e sexta-feira.


A ligação amplia o acesso do Maranhão ao mercado europeu por meio do centro de conexões da TAP em Lisboa, que permite alcançar aproximadamente 50 destinos no continente.


Durante a entrevista, Carlos Oliveira destacou o significado da operação para a companhia e para o estado, mas deixou claro que o crescimento da oferta de voos dependerá de resultados comerciais e de uma estratégia permanente de promoção turística.


Uma rota histórica que precisa se consolidar



Cazumbá - A ligação entre Lisboa e São Luís representa uma conquista histórica para o Maranhão. O que a TAP espera desse mercado e quais são as condições necessárias para garantir que a rota seja sustentável nos próximos anos?


Carlos Oliveira - Esta rota marca um momento histórico também para a TAP e, seguramente, para o Estado do Maranhão. É a primeira ligação internacional direta à Europa, não apenas a Portugal, mas a cerca de 50 destinos que a TAP cobre no continente.


Para a sustentabilidade desta operação, teremos de continuar trabalhando conjuntamente com os atores locais do Maranhão e com o Governo, procurando as melhores oportunidades de promoção do destino na Europa.


Precisamos ter os aviões, nos dois sentidos, com um número elevado de passageiros constantemente. Estamos começando com duas frequências semanais e, se tivermos o desenvolvimento que esperamos, poderemos almejar aumentar o número de conexões em um futuro próximo.


O mercado europeu além de Portugal


Cazumbá - Além de Portugal, quais mercados europeus a TAP considera estratégicos para aumentar a chegada de turistas internacionais ao Maranhão?


Carlos Oliveira - A TAP é hoje uma companhia líder na ligação entre a Europa e o Brasil. Conectamos 15 cidades brasileiras à Europa por meio do nosso centro de operações em Lisboa e também de alguns voos pelo Porto.


Temos aproximadamente 50 destinos europeus. O que procuramos é permitir que passageiros dessas localidades possam chegar ao Maranhão e, ao mesmo tempo, que os maranhenses tenham acesso a esses destinos através da TAP.


Temos também o programa Stopover, que permite, em viagens elegíveis, permanecer até dez dias em Portugal sem custo adicional na tarifa pela parada, possibilitando conhecer Lisboa ou outras cidades portuguesas durante a viagem.


Mais frequências estão nos planos da companhia


Cazumbá - Existe a possibilidade de ampliar as frequências ou estabelecer novas conexões internacionais a partir de São Luís?


Carlos Oliveira - A possibilidade que existe é aumentarmos o número de frequências semanais à medida que a rota se torne sustentável, estabilize e permita um volume significativo de passageiros nos dois sentidos.


Isso está nos nossos planos. Para que aconteça, precisamos que a TAP, em conjunto com as autoridades locais do Maranhão, desenvolva a promoção do destino junto aos passageiros, potenciais turistas e segmentos de negócios na Europa.


O desafio agora é transformar conectividade em passageiros


As declarações do presidente do Conselho de Administração da TAP mostram que a inauguração da ligação internacional representa apenas a primeira etapa de um processo que exigirá continuidade.


A companhia aposta na capacidade do Maranhão de atrair visitantes europeus interessados em destinos como São Luís, Lençóis Maranhenses e Rota das Emoções. Entretanto, o sucesso comercial dependerá também da venda de passagens no sentido inverso, com maranhenses e passageiros de outras regiões brasileiras utilizando São Luís como ponto de partida para a Europa.


A promoção internacional, a atuação das operadoras de turismo, a comercialização de pacotes e a integração entre os destinos maranhenses serão fundamentais para fortalecer a nova operação.


A possibilidade de uma terceira frequência semanal, mencionada durante a solenidade de inauguração do Vila Galé, ainda não representa um anúncio oficial da TAP com data definida.


A mensagem de Carlos Oliveira é clara: o Maranhão conquistou uma ligação aérea internacional, mas precisará demonstrar capacidade de mercado para mantê-la e ampliá-la.


A nova rota abre uma oportunidade para o turismo maranhense. Transformá-la em uma operação consolidada dependerá do trabalho conjunto entre companhia aérea, governos, empresários e profissionais do setor.

 
 
 

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