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Arena da Feira do Empreendedor conecta turismo, sustentabilidade, sabores e identidade maranhense

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    reginaldorodrigues3
  • há 11 minutos
  • 5 min de leitura

Espaço reúne os 10 polos turísticos do Maranhão e permite ao visitante conhecer destinos, experiências e sabores dos territórios, além de acompanhar uma programação sobre ESG, economia criativa, turismo de base comunitária e bioeconomia



Turismo, sustentabilidade, cultura, negócios e os sabores dos diferentes territórios maranhenses dividem o mesmo espaço na Arena ESG, Turismo e Economia Criativa, uma das 11 arenas da 12ª Feira do Empreendedor, que começou na sexta-feira (14), no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís, e chega neste domingo (16) ao seu último dia de programação.


Realizada pelo Sebrae Maranhão, a Feira funciona até as 21h deste domingo, com entrada gratuita. Entre os espaços que o visitante ainda pode conhecer está a Arena ESG, Turismo e Economia Criativa, instalada no Pavilhão de Exposições, reunindo os 10 polos turísticos do Maranhão e uma programação que aproxima desenvolvimento sustentável, identidade territorial, cultura e oportunidades para os pequenos negócios.



E a experiência vai além das palestras e das informações sobre os destinos. Quem passa pela Arena pode conversar com representantes dos polos, conhecer produtos e experiências dos territórios e também experimentar alguns sabores maranhenses.


Entre as degustações estão a juçara de Porto Rico, o tradicional caldo de sarnambi de Paço do Lumiar, além de doces, sucos e outras iguarias levadas pelos representantes das regiões. São produtos que ajudam a contar, pelo paladar, um pouco da diversidade cultural e gastronômica encontrada nos destinos do Maranhão.


Sustentabilidade encontra turismo e economia criativa



A integração das três temáticas é uma das novidades desta edição da Feira do Empreendedor.


Segundo Flávia Nadler, responsável por apresentar ao Cazumbá a proposta da Arena, a intenção foi aproximar conceitos que, embora já façam parte das discussões empresariais, ainda precisam chegar com mais força ao cotidiano dos pequenos negócios.

“Este ano a gente vem com um diferencial, trazendo o turismo junto com o ESG e a economia criativa, justamente fazendo essa provocação aos pequenos negócios maranhenses para que tenhamos mais negócios com premissas de sustentabilidade, valorizando a nossa identidade territorial”, explica.

A programação foi estruturada para mostrar que ESG, turismo e economia criativa não são temas isolados. Ao contrário, podem dialogar diretamente quando o objetivo é desenvolver negócios capazes de gerar renda, preservar recursos e valorizar aquilo que cada território possui de singular.


ESG traduzido para a realidade dos pequenos negócios



A sigla ESG, associada às práticas ambientais, sociais e de governança — ganhou espaço no ambiente empresarial nos últimos anos. Para muitos pequenos empreendedores, entretanto, o conceito ainda pode parecer distante.


A proposta da Arena é justamente trazê-lo para situações concretas.

O ESG é essa sustentabilidade na prática”, resume Flávia.

É a partir dessa perspectiva que a programação aborda assuntos como turismo de base comunitária, moda autoral, economia circular, mudanças climáticas e bioeconomia, apresentando experiências e discussões que relacionam sustentabilidade à atividade econômica.


A ideia é demonstrar que essas questões não pertencem somente às grandes empresas. Estão também nas decisões tomadas diariamente pelos pequenos negócios: na origem da matéria-prima, na relação com a comunidade, na valorização de fornecedores locais, no aproveitamento dos recursos e na forma como cada empreendimento se conecta ao território onde está inserido.


Maranhão tem experiências acontecendo nos territórios



A Arena também apresenta experiências que já estão sendo construídas no próprio estado, demonstrando que turismo de base comunitária e sustentabilidade não são apenas conceitos para o futuro.


Flávia cita iniciativas desenvolvidas em territórios do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e na região da Chapada das Mesas, onde comunidades vêm trabalhando o turismo associado à valorização dos modos de vida locais e às premissas de sustentabilidade.


São experiências que mudam a posição da comunidade dentro da atividade turística. Em vez de aparecer apenas como parte do cenário visitado, moradores passam a assumir protagonismo na construção e comercialização das experiências.


Conhecimentos tradicionais, gastronomia, artesanato, histórias, natureza e modos de vida tornam-se componentes de produtos turísticos capazes de gerar renda sem necessariamente descaracterizar o território.


Sabores também contam a história dos destinos



Na Arena, essa relação entre identidade e geração de oportunidades pode ser percebida de maneira bastante concreta.


A juçara de Porto Rico, por exemplo, não chega apenas como alimento para degustação. Ela carrega consigo referências de um território e de hábitos alimentares que fazem parte da cultura maranhense.



O mesmo acontece com o caldo de sarnambi de Paço do Lumiar, expressão de uma culinária profundamente relacionada ao litoral, aos manguezais e às comunidades que historicamente utilizam seus recursos.


Doces, sucos e outras preparações apresentadas pelos polos completam a experiência.


Assim, enquanto conhece informações sobre os destinos, o visitante também pode estabelecer uma relação sensorial com eles. E a gastronomia passa a funcionar como elemento de promoção turística e, simultaneamente, como oportunidade para pequenos produtores e empreendedores.


Economia criativa transforma identidade em oportunidade


É justamente nessa relação que a economia criativa ganha força.



Artesanato, gastronomia, música, moda, produção cultural e outros segmentos podem transformar conhecimentos e manifestações dos territórios em atividades geradoras de renda.


Para Flávia, identidade e autenticidade são elementos fundamentais nesse processo.


A lógica ganha importância especial no Maranhão, estado marcado por grande diversidade ambiental e cultural. Em vez de simplesmente reproduzir experiências encontradas em outros lugares, cada destino pode reconhecer aquilo que possui de próprio e transformar essa singularidade em valor.


O visitante conhece o território, experimenta sua comida, compra seu artesanato, entra em contato com sua música, suas histórias e seus modos de fazer. Quando essa cadeia funciona de maneira integrada, uma parcela maior dos recursos movimentados pelo turismo pode permanecer nas próprias comunidades.


Os 10 polos turísticos reunidos em uma única Arena



Um dos destaques do espaço é justamente a presença dos 10 polos turísticos do Maranhão, permitindo ao visitante percorrer diferentes regiões do estado sem sair do Pavilhão de Exposições.


A participação ocorre por meio das Instâncias de Governança Regionais (IGRs), responsáveis pela ocupação dos estandes e pelo atendimento aos visitantes.

“Os polos, por meio das instâncias de governança regionais, foram muito parceiros”, ressalta Flávia.

Além do contato direto com os representantes, QR Codes espalhados pelo espaço dão acesso a um portfólio com informações sobre os polos, facilitando para quem deseja conhecer melhor os destinos, atrativos e possibilidades existentes em cada região.


A iniciativa também funciona como exercício para as próprias governanças regionais, estimulando uma visão do turismo orientada não somente pela existência de atrativos, mas também pela necessidade de estruturação dos produtos e sua conexão com o mercado.


Da ancestralidade indígena às mudanças climáticas



A programação da Arena mostra como temas aparentemente distintos podem dialogar dentro de uma mesma proposta de desenvolvimento.


Entre as atividades estão painéis sobre ESG, turismo de base comunitária, economia circular, mudanças climáticas, bioeconomia e moda autoral, além da exibição do documentário “Mar de Lixo” e de um desfile de moda ancestral indígena.


A ancestralidade, a criatividade contemporânea e os desafios ambientais acabam encontrando um ponto comum: a necessidade de pensar como os territórios podem gerar desenvolvimento econômico sem abrir mão de sua identidade e de seus recursos naturais.


Uma viagem pelo Maranhão dentro da Feira



Neste domingo, último dia da Feira do Empreendedor 2026, a Arena ESG, Turismo e Economia Criativa oferece ao visitante algo que vai além de conhecer conceitos.


É possível descobrir um pouco mais sobre os 10 polos turísticos maranhenses, conversar com quem participa da construção do turismo nos territórios, conhecer experiências, acessar informações e ainda experimentar sabores que representam diferentes lugares do estado.


Ao colocar lado a lado uma porção de juçara, um caldo de sarnambi, produtos da economia criativa, experiências comunitárias e discussões sobre mudanças climáticas e bioeconomia, a Arena demonstra, na prática, que o turismo é resultado de muitas conexões.



E talvez esteja justamente aí a principal mensagem deixada pelo espaço: a identidade maranhense não é apenas algo a ser preservado e mostrado ao visitante. Quando trabalhada de forma responsável, ela também pode se transformar em oportunidade, renda e desenvolvimento para quem vive nos destinos.


A 12ª Feira do Empreendedor segue aberta ao público neste domingo (16), até as 21h, no Multicenter Negócios e Eventos, em São Luís, com entrada gratuita.

 
 
 

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