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Editorial | Carolina precisa se enxergar como destino turístico organizado

Sem dados, não turismo forte. Sem cooperação, não futuro.

A Chapada das Mesas é um dos destinos mais encantadores do Brasil. Com suas cachoeiras, platôs de pedra, cânions, buritizais e cavernas, encanta turistas e desperta admiração em todos que a visitam.


Carolina, porta de entrada da região, deveria estar colhendo frutos muito mais expressivos desse patrimônio natural. Mas não está. E o motivo é claro: falta organização e responsabilidade do próprio trade turístico local.

Hoje, o município dispõe de mais de 30 meios de hospedagem, entre pousadas, hotéis e casas de temporada, com uma capacidade estimada entre 2.500 e 3.000 leitos. No entanto, apenas 5% a 10% desses empreendimentos cumprem sua obrigação de enviar os boletins de hóspedes preenchidos no check-in.


Esses dados simples, que deveriam ser rotina, são ignorados pela maioria. O resultado é um destino turístico que anda às cegas, sem parâmetros para medir taxas de ocupação, sem base para reivindicar investimentos e sem ferramentas para planejar seu crescimento.

Enquanto isso, os mesmos empresários que se omitem são os que mais reclamam. Reclamam de baixa ocupação até em períodos de alta temporada, mas não oferecem números concretos que comprovem essa realidade.


É fato que a queda da ponte de Estreito prejudicou a chegada de visitantes, somando-se a outros entraves de infraestrutura. Mas culpar apenas fatores externos é um erro: o maior gargalo hoje está na ausência de cooperação e comprometimento de dentro da própria cadeia produtiva do turismo.

Não se faz turismo sério apenas com belas paisagens e boas intenções. Faz-se turismo com planejamento, dados, métricas e organização. O Observatório da Chapada, criado pela Secretaria de Estado do Turismo, existe para receber e consolidar essas informações.


O Cadastur, do Ministério do Turismo, é obrigatório e dá credibilidade ao destino. Ambos estão aí, disponíveis, mas são pouco utilizados porque a maioria dos empreendedores simplesmente não cumpre sua parte.

Por outro lado, a gestão do prefeito Jayme Fonseca começou a dar passos concretos para mudar esse cenário. A Secretaria Municipal de Turismo, quem o Senhor Neuton Coelho como secretário, está em processo de estruturação, com novos equipamentos, pessoal e consultoria contratada. É uma ação importante, que mostra disposição para avançar. Mas de nada adiantará se não houver reciprocidade dos empresários.


Como bem pontuou o prefeito Jayme Fonseca: “Estamos estruturando a Secretaria Municipal de Turismo para dar suporte ao trade. Mas precisamos da colaboração de cada empreendedor. Sem dados, não como planejar nem construir políticas sólidas.”


E como reforça o secretário municipal de Turismo, Neuton Coelho: “O turismo é coletivo. Não adianta reclamar de baixa ocupação sem cumprir a obrigação mínima de enviar informações. O Observatório e o Cadastur estão para fortalecer Carolina, mas dependem da adesão dos empresários.”


O alerta também vem da esfera estadual. O superintendente de Turismo da Chapada das Mesas lembra que a responsabilidade é compartilhada:


“A Superintendência de Turismo da Chapada tem sido e pode ser um instrumento de mensuração, junto com a Instância de Governança Regional (IGR), fortalecendo o destino. Mas é óbvio que essa é uma ação que só funciona em parceria entre trade, municípios, Estado e a própria instância. Falou o Superintendente, Beto Kelnner

Os municípios têm que assumir responsabilidade na obtenção das informações. Não pode ficar só esperando que o empresário responda. Se o empresário não responder, o município precisa ir in loco. Afinal, os municípios são os braços do Estado em suas localidades. Precisamos desse compromisso das prefeituras com as políticas públicas do turismo.” Concluiu Beto


Este é, portanto, o chamado: Carolina precisa se enxergar como destino turístico organizado. Não basta ter cachoeiras mundialmente famosas, nem infraestrutura em expansão. É preciso responsabilidade e maturidade do setor privado para fazer sua parte. Sem dados, não há turismo forte. Sem cooperação, não há futuro.


Quem não se organiza fica para trás!


Foto Ilustrativas: recorte/internet/Setur-MA/Flávio Aires/Divulgação

 
 
 

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