Entre algoritmos e relações humanas, Congresso Sesc/Senac-MA debate os novos caminhos da educação
Encontro realizado em São Luís colocou inteligência artificial, inovação, saúde emocional e novas formas de ensinar e aprender no centro das discussões

A tecnologia já está dentro das salas de aula, influencia a forma de buscar conhecimento e modifica rapidamente as relações entre professores, estudantes e o mundo do trabalho. Diante dessa nova realidade, uma pergunta ganha força: como avançar com a inteligência artificial sem retirar o ser humano do centro da educação?
Foi em torno desse desafio que o III Congresso Sesc/Senac-MA – Educação que Transforma reuniu especialistas e profissionais da educação nos dias 10 e 11 de setembro, em São Luís.

Com o tema “Humanos em tempos de algoritmos: o papel da educação no equilíbrio emocional”, o encontro foi além da discussão sobre ferramentas tecnológicas. O debate alcançou questões como relações humanas, competências socioemocionais, acolhimento, pertencimento e bem-estar em um cenário no qual algoritmos e inteligência artificial passam a fazer parte cada vez mais intensamente da vida cotidiana.
Promovido pelo Sesc e Senac Maranhão, o Congresso teve sua abertura no Teatro Sesc Napoleão Ewerton, com a presença do presidente da Fecomércio-MA, Maurício Aragão Feijó; do diretor regional do Senac Maranhão, José Ahirton Batista Lopes; e da diretora regional do Sesc Maranhão, Rutineia Amaral Monteiro.

A programação reuniu diferentes olhares sobre as transformações em curso. Guilherme Bara abordou temas relacionados à diversidade, inclusão e relações humanas; Gabriel Chalita levou sua experiência nos campos da educação, filosofia e comunicação; enquanto Lígia Zotini, pesquisadora de futuros e fundadora do Voicers, trouxe para o debate as conexões entre tecnologia, educação e as mudanças que já começam a redesenhar a sociedade.
Da inteligência artificial à prática educacional

As discussões também saíram do campo conceitual e chegaram à prática. Workshops trataram da aplicação da inteligência artificial na educação profissional, inovação pedagógica, produção de materiais didáticos com ferramentas digitais e estratégias de acolhimento e fortalecimento dos vínculos no processo de aprendizagem.
Participaram dessas atividades Arthur Willian Santos, supervisor de Tecnologias Educacionais do Departamento Nacional do Senac; Mariceia Ribeiro Lima, pedagoga e mestre em Educação; além das psicólogas educacionais Rosa de Paula e Silva, Raiane Reis, Mariana Pedrosa e Enezita Vieira.
O protagonismo dos alunos também ganhou espaço. Em um desfile, estudantes do Senac Maranhão apresentaram peças produzidas a partir dos conhecimentos e técnicas desenvolvidos durante a formação profissional. A passarela tornou-se, assim, uma extensão da sala de aula e uma vitrine do aprendizado colocado em prática.

Arte e literatura completaram a programação, encerrada com a performance “A Normalista”, promovida pelo Sesc Maranhão.
Mais do que discutir se a tecnologia deve ou não fazer parte da educação, realidade que já está posta, o III Congresso Sesc/Senac-MA colocou em pauta um desafio que deverá acompanhar educadores e instituições nos próximos anos: como utilizar todo o potencial das novas tecnologias para ensinar melhor sem enfraquecer aquilo que nenhuma máquina substitui, a dimensão humana da educação.
Informações e fotos: Ascom do Senac Maranhão/Divulgação








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