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História do domingo: A vida é luta, mas também é boa de se viver

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“O grande segredo para a plenitude é muito simples: compartilhar.”


Essa música é a cara da edição de hoje. 💘

O que é uma coisa bonita?


Há quem diga que beleza está nos olhos de quem vê, que é algo subjetivo, que depende do tempo, do gosto, da cultura. Outros estabelecem padrões precisos pra definir o que é belo.


Mas o escritor Bartolomeu Campos de Queirós oferece uma resposta que desarma qualquer definição rápida: “Beleza é tudo aquilo que a gente não dá conta de ver sozinho.”


Você vê um pôr do sol e pensa: Fulano precisava estar aqui. Vai a um museu, se emociona diante de um quadro e logo lembra de alguém que sentiria aquilo também.


Assiste a um filme, sai do cinema em êxtase, e a primeira vontade é dividir. Contar. Repartir a experiência com alguém. Porque a beleza, quando é de verdade, não cabe na gente.


• Ao dizer que não damos conta de ver sozinhos, Bartolomeu amplia o conceito de beleza para além da estética.


Beleza, aqui, não é só o que agrada aos olhos — mas o que nos toca tão profundamente que desperta o desejo de compartilhar. O que nos humaniza ao ponto de pensarmos, imediatamente, no outro.


A beleza, então, deixa de ser apenas um atributo das coisas e passa a ser uma forma de conexão. Pensando dessa forma, podemos dizer que a beleza é um convite pra não ver o mundo sozinho.


A vida é luta, mas também é boa de se viver

(Baseado em uma história real)

Elisa nasceu em São Paulo, capital, no dia 25 de junho de 1965. Viveu na cidade por 40 anos, até se mudar para Santa Cruz do Rio Pardo, no interior.


• Começou a trabalhar muito nova, aos 10 anos de idade, e conseguiu se aposentar aos 48.


Sua filha, Tiffany, diz que, ao pensar na mãe, a primeira palavra que vem à mente é trabalho. Desde cedo, ela fez de tudo e mais um pouco pra lhe proporcionar uma boa educação.


Reforçava que ela precisava ganhar seu próprio dinheiro, ser independente e correr atrás dos seus objetivos. Na visão dela, “só com muito suor que dá pra conquistar a liberdade.”


Tiffany diz que sua mãe está sempre pronta pra tudo. Tem energia pra enfrentar o que der e vier e nunca perde a fé. Costuma dizer “a vida é luta, mas também boa de se viver.”


A relação das duas sempre foi de muito afeto, respeito e companheirismo. Ela não lembra de nenhuma briga feia, mas tem várias recordações de risadas e amor.


Elisa a ensinou quase tudo que ela sabe sobre a vida. Mas, nos últimos tempos, houve uma coisa bem legal que Tiffany ensinou pra sua mãe: assinar newsletters — principalmente o the stories.


• Desde então, todo domingo, elas enviam mensagens uma pra outra perguntando “o que acharam da história da semana.”


É curioso, mas Tiffany diz que elas costumam fazer isso com quase tudo o que veem de bonito no mundo.


Há dias em que ela liga pra sua mãe só pra contar sobre um seriado que a fez refletir. Envia áudios falando dos livros e filmes que mudaram a sua forma de pensar e ver o mundo.


Às vezes, elas sentam pra escutar uma música que gostam e vão descrevendo uma pra outra cada verso da canção — que traz tanto delas, das pessoas, da vida em si.


Porque o amor entre elas mora na partilha. No desejo de dividir o que toca, o que emociona, o que transforma. Uma frase sublinhada, uma memória rasgada no meio da melodia.


• É como se uma quisesse fazer a outra existir dentro do que sente. Assim, de alguma forma, aquilo que antes era individual passa a ser comum.


Juntas, elas gostam de cozinhar um bolinho para o café da tarde, ouvir o podcast Não Inviabilize e escutar MPB. Caminhar na praia, conversar sobre a vida, assistir um filme que faz chorar.


Elisa não sabe que sua filha escreveu esse e-mail, mas provavelmente ficará feliz ao ler. Com uma fala sempre atenta e precisa, Tiffany aprendeu com ela a desenvolver esse amor por palavras.


É engraçado porque Elisa costuma dizer que não é boa pra se expressar, mas Tiffany garante que foram as palavras de amor e carinho de sua mãe que lhe deram força pra ser quem ela é hoje.


Ela sempre brinca: “você pode até não gostar de mim ou do meu pai (que, por sinal, é maravilhoso, mas tem lá seus defeitos, rs), mas da minha mãe... é missão impossível.”


• No mês passado, Elisa completou 60 anos, cheia de vida, amor, disposição e alegria.


Hoje, Tiffany queria agradecer sua mãe por todas as renúncias que ela fez ao longo da vida. Agradecer por ter aprendido a ser uma pessoa apaixonada pelo mundo, que sempre enxerga o copo meio cheio.


Se a beleza é mesmo “um convite pra não ver o mundo sozinho”, Tiffany agradece por ter uma mãe que vê beleza em tudo. Finalizando com Rupi Kaur, ⁠”se você vê beleza aqui não significa que há beleza em mim. Significa que há beleza enraizada tão fundo em você que é impossível não ver beleza em tudo.”


Texto e imagens: The stories/Reprodução

 
 
 

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