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História do domingo: Agora eu sei falar de amor

koi no yokan


É ma expressão japonesa que prevê o amor, mesmo que não seja à primeira vista. é a sensação de que, ao encontrar alguém, mais cedo ou mais tarde, o amor acontecerá.


Por acaso ou destino, esta música é a cara da edição de hoje. 💫


Premonição do amor





Esse trecho faz parte do poema Quando te vi, amei-te já muito antes”, escrito por Fernando Pessoa, sob o heterônimo de Alberto Caeiro.


Esse pequeno verso expressa a sensação de reconhecimento imediato diante do amor — como se aquele encontro não fosse um começo, mas uma repetição de algo, uma lembrança que se manifesta de novo no presente.


• O verso “amei-te já muito antes” sugere uma espécie de amor arquetípico, que precede o tempo e a experiência.


Pessoas passam pela nossa vida o tempo todo, mas só algumas realmente nos encontram. Clarice Lispector descreve esses momentos de comunhão perfeita como “estado agudo de felicidade.”


Seguindo essa linha, a expressão japonesa koi no yakan pode ser traduzida como a premonição do amor — ou a sensação de que o amor vai acontecer.


Diferente do amor à primeira vista, koi no yakan pode ser descrito como a intuição tranquila de que, ao encontrar alguém, mais cedo ou mais tarde, um sentimento profundo nascerá.


A expressão japonesa e o poema de Pessoa tocam na mesma dimensão misteriosa do amor: o sentimento de que há algo predestinado ou atemporal nos encontros verdadeiros.


Talvez seja isso que sentimos quando olhamos alguém e o tempo parece se dobrar — nem passado, nem futuro, apenas o reconhecimento de algo que sempre foi.


Como já dizia Albert Camus, “talvez o amor seja apenas o reencontro de dois que já se procuravam.”


Agora eu sei falar de amor

(Baseado em uma história real)



“Você me amaria sabendo que vou atrás dos meus sonhos, mesmo que você não venha junto?”


Amanda sempre sonhou em tirar um ano sabático e viajar pelo mundo. Foram 10 anos de planos, listas e economias guardadas. No início daquele ano, decidiu que não se envolveria com mais ninguém até o dia da partida.


• Mas, como o destino é arteiro, seis dias depois de comprar a passagem só de ida para a Ásia, num domingo à noite, ela conheceu Eduardo.


Naquele dia, Amanda tinha saído de casa cedo para ir a um show de uma banda que amava. Mas, quando desceu do carro, o céu desabou — choveu tanto que o evento foi cancelado.


No meio da confusão, entre pessoas correndo e guarda-chuvas se abrindo, apareceu Eduardo.


Ele puxou uma conversa de elevador sobre o clima, e ela riu, porque o maior clichê do mundo finalmente fazia sentido: à frente deles, uma enchente tomava conta da rua.


Cinco dias depois, tiveram o primeiro encontro. Eduardo foi buscá-la em casa — e Amanda nunca esqueceu a sensação de paz e frio na barriga ao vê-lo chegando. Ele diz que a amou desde o primeiro minuto.


Depois desse encontro, vieram outros — sábado, domingo, segunda… até que, duas semanas depois, entre cervejinhas e banho de rio, veio o pedido de namoro.


Eles conversaram sobre a viagem. Amanda o convidou para ir junto, mas Eduardo preferiu ficar. Não queria mexer nas economias nem deixar o trabalho. Prometeu visitá-la.



• Antes da viagem chegar, eles viveram uma vida inteira em dois meses: conheceram as famílias, os amigos e as manias um do outro.


Eduardo sempre soube que Amanda iria embora — e assim aconteceu. No dia 7 de julho, ele a deixou no aeroporto. Entre lágrimas, abraços e promessas, ela embarcou — sempre olhando para trás.


Três dias depois disso, durante uma ligação, ele perguntou: “Ainda tá de pé a proposta de eu ir com você?” Amanda riu. Com ele, todas as propostas eram válidas. O sim sempre esteve ali, pronto.


Eduardo resolveu tudo: trabalho, pós, vida pessoal. Vendeu algumas coisas, mexeu nas economias e a passagem, que antes era de duas semanas, virou uma só de ida.


Hoje, Amanda o espera na Malásia para começarem a viajar o mundo juntos. Quando fala sobre ele, a voz dela muda — fica mais suave, mais viva.


Quando se conheceram, fazia mais de um ano que Amanda não saía para um encontro. Ela quase desistiu, mas foi.


Levou vários jogos de tabuleiro no carro, como desculpa: se o encontro fosse bom, chamaria Eduardo para jogar; se fosse ruim, usaria os jogos como pretexto para ir embora cedo. Ainda bem que ela arriscou.


• Desde então, a relação dos dois tem o gosto de algo que se prova na vida adulta e desperta uma memória de infância.


Antes de conhecê-lo, Amanda nunca quis se casar. Ela não cresceu em uma família estável e nunca enxergou o casamento como sinônimo de segurança. Ela não teve exemplos de casais felizes.


Mas estar com Eduardo a fez reconsiderar tudo. Ele representa a sorte de uma vida calma e a chance de um amor saudável.


Amanda diz que gosta dele como gosta dos amigos — e nunca achou que isso seria possível no amor. Eduardo a faz rir, a faz sentir-se amada, respeitada e bem-vinda. Com ele, o futuro deixou de ser um medo.


Ela gosta de observar como ele come quando gosta de alguma coisa, com tanto gosto que parece a última refeição da vida dele.


Gosta de lembrar da quarta vez que se viram, quando ele mandou uma mensagem dizendo: “É como se só de te olhar eu pudesse ser mais livre. Você é o amor que eu nunca tive.”


Eduardo sempre associou liberdade a ela — às viagens, às distâncias. Mas Amanda diz que ele aproveita a vida muito mais do que ela. Para ele, tudo é felicidade. É uma pessoa genuinamente boa.


Ao lado do Eduardo, a vida de Amanda é simples — e feliz. A avó dela — que nunca aprovou namorado algum — gosta dele. Por causa do Eduardo, Amanda aprendeu a falar de amor.


Texto e imagens: The stories/Reprodução


 
 
 

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