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História do domingo: O amor sempre esteve ali

Alegria do reencontro


“Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. porque o amor é algo que não se tem nunca. é evento de graça. aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera.


A música tema do nosso casal de hoje é esta aqui. 💙


Dialética do amor


O trecho acima faz parte do texto “Onde mora o amor”, de Rubem Alves, famoso teólogo, psicanalista e escritor brasileiro.


• Mostrando a dualidade do sentimento, ele inicia a obra citando Adélia Prado, que afirma: “Amor é a coisa mais alegre. Amor é a coisa mais triste”.


Seguindo essa mesma ideia, há outro texto dele — que também já apareceu por aqui — chamado Ostra feliz não faz pérola.


Na obra, ele relembra que, na verdade, a pérola nasce após uma agressão à ostra. Para se proteger de um invasor, ela libera um material que vai formando camadas, até que se transforme em pérola.


Saindo da metáfora, na vida real, dar uma chance ao amor também implica expor-se ao risco de sofrimento — e, assim como a ostra, é natural que tentemos nos proteger da dor.


Seja colocando o sentimento “debaixo do tapete” ou simplesmente fingindo que ele nunca existiu; seja se anestesiando, tomando remédios ou preenchendo a falta com uma rotina agitada.


• Mas, como bem disse Rubem Alves, “quem não pode suportar a dor da separação não está preparado para o amor”.


Ainda que essas válvulas de escape consigam amortecer a dor, elas não a resolvem. O sofrimento permanece lá, escondido, criando uma espécie de “capa dura” que nos faz afirmar, com convicção: Eu nunca mais vou amar de novo.


Para virar pérola, porém, precisamos acolher a dor e aceitá-la. Senti-la por inteiro — e só então ter coragem de construir algo melhor, mais bonito e com mais amor.


Seja investindo em uma relação desgastada, reconstruindo o passado ou se abrindo para o novo, “o amor aparece quando quer”. Mas, pela alegria do reencontro, vale a pena suportar a dor da ausência.


O amor sempre esteve ali

(Baseado em uma história real)

A história de Amanda e Gabriel começou quase sem querer, em 2015, na pequena cidade de Piçarras (SC), onde todos se conheciam e se esbarravam — inclusive os dois.


• Eles ficaram algumas vezes, mas nunca rolou nada além disso. Eram jovens demais e estavam apenas curtindo a vida.


O tempo passou. Gabriel foi para Florianópolis, fez faculdade, casou-se e teve dois filhos: Maitê e Bernardo.


Amanda permaneceu em Piçarras, também fez faculdade e teve dois relacionamentos longos. Mais tarde, mudou-se para outra cidade, onde se casou e teve um filho: Noah.


Quando seu casamento terminou, ela se viu despedaçada, sozinha e de volta à cidade natal, sem nenhuma certeza sobre o futuro.


Até que, no dia 12 de maio, recebeu uma mensagem no Instagram: “Oi, como você está? Juro que eu explico, mas vai soar estranho se eu te chamar para sair e conversar?” Era o Gabriel.


Daquele dia em diante, não pararam mais de conversar. Falaram das dores da separação, da criação dos filhos e até da saudade que nem sabiam que sentiam.


• Se reencontraram em uma praça da cidade. Conversaram até de madrugada, abriram um vinho e prometeram ver o nascer do sol.


Os dois acordaram às cinco da manhã, mas o sol não tinha nascido naquele horário. Nas palavras de Amanda: “Já havia amanhecido dentro de nós.


Poucos dias depois, Gabriel conheceu Noah. Amanda conheceu Maitê e Bernardo. Tudo se encaixou. Para eles, amar não é só sentir — é escolher atravessar juntos.


O mais curioso é que Amanda sempre dizia que “era impossível encontrar um amor naquela cidade”. Mas o amor da sua vida sempre esteve ali, a cinco ruas de distância.


Os dois têm as mesmas memórias de infância, estudaram na mesma escola e andaram pelos mesmos caminhos. A vida fez questão de separá-los — apenas para uni-los no tempo certo.


• Como já dizia Rubem Alves: “O amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça. Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera”.


Com as três crianças fazendo bagunça, o programa preferido deles é cozinhar. Nas palavras de Amanda: “A cozinha sempre acaba sendo ponto de encontro, afeto e união.


Ela também não deixa de mencionar o mar. Moram no litoral e amam passear pela orla. Sentados na areia, falam sobre o futuro e dividem histórias que viveram nesses dez anos separados.


Juntos, à noite, foram à escola onde se conheceram. Encostaram no muro como dois adolescentes e se beijaram. Fizeram todos os programas “de sempre”, como se fosse a primeira vez.


Já aproveitaram muitas noites jogando conversa fora, escutando R&B e tomando vinho. Todo domingo, comem pizza com as crianças. Prezam pelo tempo de qualidade.


Amanda admira Gabriel por seu posicionamento diante dos desafios da vida. Ele é um pai presente, forte e caridoso. Um homem maduro, mas que sonha como uma criança.


• Diferente de tudo o que já viveu, Amanda sabe que, com o Gabriel, o amor não fica apenas nas palavras.


Ele não só fala, como a ama, a cuida e a respeita diariamente. Todos os dias, conquista Amanda de um jeito diferente.


Os dois têm suas próprias bagagens, dores e anseios. Mas, juntos, vivem o amor de forma genuína — com uma vontade imensa de serem um do outro pelo resto da vida.


Texto e imagens: The Stories/Reprodução


 
 
 

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