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História do domingo: Uma flor e um amor

Alegria do amor


No amor jovem, a dança, passo a passo — uma dança em direção à esperança, com olhos cheios de assombro — não deve parar.

Pra ler a edição de hoje com a energia lá em cima, a dica é escutar essa música icônica aqui. 🕺

Amoris Laetita

"Queridos amigos,


Na minha pátria, a Argentina, há uma dança que amo muito, uma na qual participei com frequência quando era jovem: o tango.


O tango é um maravilhoso jogo livre entre homem e mulher, cheio de encanto e atração erótica. Os dançarinos se cortejam e experimentam a proximidade e a distância, a sensualidade, a atenção, a disciplina e a dignidade.


Alegram-se no amor e compreendem o que pode significar entregar-se completamente a alguém. Talvez por causa da lembrança distante dessa dança eu tenha chamado minha grande exortação apostólica sobre o matrimônio de Amoris Laetitia — a alegria do amor.


Sempre me comove ver jovens que se amam e têm a coragem de transformar esse amor em algo grandioso: “Quero te amar até que a morte nos separe.” Que promessa extraordinária!


É claro que não sou cego — e você também não. Quantos casamentos hoje fracassam depois de três, cinco, sete anos? Talvez seus pais também tenham iniciado o sacramento do matrimônio com essa mesma coragem, mas não conseguiram levar seu amor à plenitude.


Não seria melhor então evitar a dor, tocar o outro apenas como numa dança passageira, desfrutar um do outro, brincar juntos e depois partir?


Não acredite nisso! Acredite no amor, acredite em Deus e acredite que você é capaz de se lançar na aventura de um amor que dure a vida inteira.


O amor quer ser duradouro; “até segunda ordem” não é amor. Nós, seres humanos, temos o desejo de ser aceitos sem reservas, e quem não vive essa experiência muitas vezes carrega, sem saber, uma ferida pelo resto da vida. Ao contrário, aqueles que entram numa união não perdem nada – ganham tudo: ganham a vida em sua plenitude.”

Antes de falecer, o Papa Francisco escreveu esta mensagem voltada para o público jovem — unindo o amor, as relações matrimoniais e uma representação artística tipicamente argentina: o tango.


O texto é mais uma das mensagens do pontífice que, ao longo de 13 anos à frente da Igreja Católica, deixou um legado marcante de amor ao próximo.


• No tango, assim como no amor verdadeiro, há um jogo sutil de entrega e resistência, de desejo e respeito, de presença e ausência.


Um relacionamento entre duas pessoas envolve harmonia, tensão, entrega, respeito e beleza. O tango, uma dança intensa e emocional, simboliza perfeitamente esse equilíbrio entre liberdade e compromisso.


Mas, como é preciso ter coragem para se entregar, dizer “quero te amar até que a morte nos separe” não é apresentado como ingenuidade, mas como uma ousadia nobre e necessária.


Quando duas pessoas firmam um compromisso, elas não estão apenas sonhando, mas também se lançando no abismo daquilo que mais desejam: ser amadas sem condição, sem cláusulas, sem prazo de validade.


• Contudo, o Papa Francisco foi fiel à realidade ao lembrar que casamentos que começaram com promessas sinceras, às vezes, não resistem às tempestades.


Ainda assim, ele não se rende ao ceticismo. Em vez disso, traz um convite à esperança — no amor, no outro e em si mesmo, como alguém capaz de viver um amor verdadeiro e duradouro.


Como já dizia Fabrício Carpinejar: “É só acreditar que o amor é eterno que ele termina. É só acreditar que o amor terminou que ele recomeça.


Uma flor e um amor

(Baseado em uma história real)

Tereza tem 72 anos. No início de 2023, sua neta, Maria Julia, apresentou o the stories para ela. Desde então, seus domingos têm sido muito mais coloridos — e cheios de amor.


• Ela foi casada por mais de 20 anos e formou uma linda família: quatro filhos e três netos.


Seu ex-marido nunca deixou faltar nada em casa, mas o amor dos dois se perdeu no tempo. Na verdade, Tereza não sabe muito bem como começou esse amor — só lembra que tinha que casar.


Enxoval, vestido branco, festa de casamento e a famosa promessa de que ficariam juntos “até que a morte os separe.”


Mas acontece que ele quis separar antes. Conheceu uma pessoa no trabalho, foi sincero com a Tereza e pediu o divórcio. Prometeu que continuaria sustentando a casa. Na época, ela ficou desolada.


• Cadê a promessa?


• Cadê o amor?


• Será que seria possível viver sozinha?


Sofreu muito, mas seguiu em frente. Tinha que criar seus filhos e acabou descobrindo que também tinha que “se criar”. Descobrir quem ela era e aprender a se amar.


Nesse meio tempo, Tereza voltou a tocar piano, entrou para um grupo de corrida e descobriu que adora sair para tomar espumante com suas amigas. Ela também foi à praia e aprendeu a jogar buraco.


Tirou o rancor do peito e perdoou seu ex-marido. De coração. Hoje, ela pensa que ninguém é obrigado a ficar com ninguém e que amor só vale a pena se for para somar.


Após todo esse tempo dedicado à família, Tereza também merecia ser feliz. Ela já escutou algumas vezes que estava “muito velha pra se relacionar”, mas discorda. Mesmo com 72 anos, ela diz que é cheia de vida, de vontade, de desejo e de amor.


• E foi lendo o the stories com sua neta que ela se lembrou de um amor antigo. Alberto era seu vizinho, um pouco mais velho que ela. Quando se conheceram, ela tinha 13 anos e ele tinha 16.


Seu pai dizia que só podia namorar depois do baile de 15 anos, e Tereza obedecia tudo sem questionar. Ainda assim, sonhava em dançar valsa com o Alberto.


Ela se lembra de pouca coisa dessa época, mas lembra de como eles gostavam de conversar. Lembra de se sentir protegida perto dele e lembra que ele sempre roubava uma flor no jardim — e dizia para ela guardar.


Após contar todas essas lembranças, sua neta, Maria Julia, lhe perguntou se ela tinha alguma notícia desse tal de Alberto. Tereza contou que ele mudou de cidade antes dela fazer 15 anos — e os dois perderam contato.


Ela não sabia se ele estava casado, viúvo, solteiro ou divorciado. Não sabia onde ele morava, em que ele trabalhava e se gostava de viajar. Não sabia se ele estava feliz. Não sabia se ele lembrava dela.


Procurou o nome dele nas redes sociais, mas não encontrou nada. Por sorte, Tereza também lembrava do nome da irmã do Alberto, Neide… E não é que ela tinha um perfil no Instagram?


• As duas se reconectaram e descobriram que moravam na mesma cidade. Depois de um papo despretensioso, combinaram de tomar um café — e relembrar os velhos tempos.


Nesse café, Neide mostrou fotos das suas filhas e netas. Todas lindas. Contou como estava a vida e disse que ainda sofria muito de saudade do seu irmão.


Alberto faleceu jovem, aos 27 anos. Tinha acabado de se formar em engenharia e nunca chegou a se casar.


Tereza segurou o choro. Como poderia explicar que estava triste pela morte de uma pessoa que ela já nem conhecia mais? Talvez a tristeza seja pela possibilidade do amor que foi embora.


Nesse dia, ela foi para casa e lembrou de muita coisa. Esses sentimentos de adolescente — o toque, o frio na barriga, o nervosismo — pareciam mais vivos do que nunca.

Se você sofreu alguma desilusão amorosa — ou vive o vazio de uma vida sem emoções —, Tereza diz que é preciso acreditar. Para o amor acontecer, é preciso ter esperança.


E ela diz que não tem essa de “acho, penso ou tomara”. Vai acontecer e pronto. Usando as palavras da Carrie, em Sex And The CityVocê não pode desistir do amor, querida. Você tem que acreditar.


Texto e imagens: Thes stories/Reprodução

 
 
 

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