Outdoor dos “21%” chega a São Luís e amplia pressão sobre impasse salarial na segurança pública do Maranhão
- reginaldorodrigues3
- há 15 horas
- 2 min de leitura

Depois de chamar atenção no Sul do Maranhão, a campanha que denuncia diferenças salariais dentro da segurança pública estadual desembarcou agora em São Luís.
Nesta segunda-feira, um novo outdoor instalado na Avenida Jerônimo de Albuquerque expôs para milhares de motoristas e pedestres uma realidade que vem provocando indignação entre profissionais da área: servidores que exercem a mesma função, cumprem a mesma carga horária e, ainda assim, recebem salários diferentes.
A mensagem estampada é direta. Segundo o movimento, cerca de um terço dos profissionais da segurança pública do Maranhão recebe aproximadamente 21% a menos do que colegas que ocupam o mesmo cargo.
A capital maranhense se torna a segunda região do estado a receber a campanha pública. Dias atrás, um outdoor semelhante instalado na BR-010, entre Estreito e Carolina, já havia provocado repercussão ao levar o debate para a população da região Sul.

O caso, que antes circulava apenas nos bastidores administrativos e jurídicos, agora ganha as ruas e passa a disputar espaço no debate público. A estratégia parece clara: transformar uma pauta corporativa em um tema de interesse social, pressionando instituições e autoridades a enfrentarem uma discussão que se arrasta há anos.
Levantamentos feitos junto ao sistema da Justiça do Maranhão mostram que existe uma ação relacionada à diferença remuneratória tramitando desde 2018 no Tribunal de Justiça do Maranhão. Mesmo após anos de discussões, o problema segue sem definição concreta.
Nos bastidores da segurança pública, o sentimento predominante é de desgaste. Profissionais afirmam que a disparidade salarial compromete não apenas o reconhecimento funcional, mas também a motivação de quem atua diariamente em uma das áreas mais sensíveis do serviço público.

Contracheques de servidores da mesma categoria revelam diferenças superiores a R$ 5 mil mensais entre profissionais que possuem atribuições idênticas. A situação alimenta críticas sobre a demora na solução do caso e reforça a cobrança por celeridade no julgamento.
A mobilização também já alcançou Brasília.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vem sendo provocado a acompanhar a situação diante da lentidão no andamento processual.
E a campanha promete crescer. A intenção dos organizadores é levar a denúncia para os mais de 200 municípios maranhenses até o final do ano, ampliando a pressão popular e dando visibilidade ao que classificam como uma das maiores distorções salariais já enfrentadas dentro da segurança pública estadual.
Enquanto outdoors se multiplicam e o debate ganha espaço nas ruas, permanece a pergunta que começa a ecoar em diferentes regiões do Maranhão: como justificar que profissionais iguais recebam salários diferentes dentro do mesmo estado?








Comentários