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BR-135: o retrato da omissão que penaliza maranhenses, turistas e a economia do estado

  • Foto do escritor: reginaldorodrigues3
    reginaldorodrigues3
  • 4 de jun.
  • 4 min de leitura

Enquanto os buracos aumentam, cresce também a indignação de quem depende das rodovias federais para trabalhar, viajar e viver. Com o inicio do feriadão, a situação da BR-135 volta a expor a falta de respostas do DNIT e o silêncio da bancada federal maranhense.



Quem trafega pela BR-135 não precisa de laudos técnicos para saber que a situação é grave. Basta percorrer alguns quilômetros da principal rodovia federal do Maranhão para encontrar buracos, remendos mal executados, veículos danificados e motoristas revoltados.


A estrada que liga São Luís ao restante do país se transformou em um verdadeiro corredor de insegurança.


Nos últimos dias, motoristas voltaram a relatar pontos críticos ao longo da rodovia, especialmente nas proximidades de Bacabeira, um dos principais entroncamentos viários do estado.


Em alguns trechos, os buracos tomam conta da pista e obrigam condutores a realizarem manobras perigosas para evitar danos aos veículos.


Um dos pontos mais preocupantes encontra-se no sentido São Luís, cerca de dois quilômetros antes da ponte de acesso ao município. O buraco, localizado praticamente no centro da pista, já se tornou conhecido entre quem utiliza a rodovia diariamente.


Segundo relatos de usuários, o local tem provocado sucessivos danos a veículos, especialmente pneus e sistemas de suspensão. Não é raro encontrar carros parados no acostamento realizando reparos emergenciais. Há registros de dias em que até doze veículos permaneceram simultaneamente às margens da estrada após sofrerem avarias causadas pelas condições da pista.


A cena se repete quase diariamente.


  • Motoristas trocando pneus.

  • Famílias aguardando socorro.

  • Caminhoneiros contabilizando prejuízos.

  • E o problema permanece.


O mais preocupante é que o período de maior movimentação nas rodovias está apenas começando. Com o feriado prolongado de Corpus Christi, seguido das festividades juninas e da alta temporada turística, milhares de veículos devem circular pelas estradas maranhenses nas próximas semanas, especialmente pela BR 135


E a pergunta inevitável é: o que está sendo feito para evitar uma tragédia?


Turismo também paga a conta


A precariedade da BR-135 já ultrapassou a esfera da mobilidade e da segurança viária. Ela começa a atingir diretamente uma das atividades econômicas mais importantes para o Maranhão: o turismo.


Empresas de receptivo e agências que operam roteiros para os Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba, Munim, Chapada das Mesas e outros destinos relatam dificuldades crescentes para cumprir horários de traslados e conexões.


Os atrasos provocados pelas más condições da rodovia têm afetado a logística de chegada e saída dos visitantes. Segundo profissionais do setor, turistas já perderam voos devido ao tempo excessivo gasto nos deslocamentos entre o interior e o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado.


É uma situação contraditória.


Ao mesmo tempo em que o Maranhão investe recursos na promoção de seus atrativos turísticos em feiras nacionais e internacionais, amplia sua conectividade aérea e comemora o reconhecimento mundial dos Lençóis Maranhenses, continua oferecendo uma infraestrutura rodoviária incompatível com o potencial que deseja apresentar ao mundo.


Nenhuma campanha de marketing é capaz de compensar uma experiência marcada por atrasos, insegurança e prejuízos.


Onde está a bancada federal?


Onde estão as audiências públicas, as cobranças permanentes ao Ministério dos Transportes, as articulações para garantir recursos e obras estruturantes?


A recuperação definitiva das principais rodovias federais do Maranhão deveria ser uma pauta suprapartidária, acima de disputas ideológicas ou interesses eleitorais.


Afinal, os buracos não escolhem partido.


Os acidentes não distinguem posições políticas.


  • Os prejuízos atingem a todos.


  • Empresários perdem competitividade.


  • Transportadores acumulam custos.


  • Moradores enfrentam riscos diários.


  • Turistas levam uma impressão negativa do destino.


  • E, em casos mais graves, famílias choram perdas irreparáveis.


  • O Maranhão não precisa de discursos.


  • Precisa de resultados.


Diante desse cenário, uma pergunta se torna cada vez mais necessária.


Onde estão os 18 deputados federais e os três senadores do Maranhão?


A recuperação das rodovias federais deveria ser uma pauta permanente da bancada maranhense em Brasília.


Trata-se de uma questão que afeta diretamente a economia, a segurança pública, a mobilidade, o turismo, a saúde e a qualidade de vida da população.


No entanto, raramente se vê uma mobilização conjunta capaz de pressionar o Governo Federal por soluções estruturantes.


Enquanto isso, os maranhenses continuam desviando de buracos e acumulando prejuízos.


O DNIT precisa apresentar soluções


É verdade que o DNIT tem realizado intervenções emergenciais em alguns trechos. Mas também é verdade que essas ações não têm sido suficientes para resolver o problema.


Os buracos reaparecem rapidamente.


Novos pontos críticos surgem a cada chuva.


E a sensação de abandono cresce entre os usuários da rodovia.


A população não pode continuar refém de operações paliativas enquanto aguarda por obras definitivas.


O Maranhão precisa de planejamento, investimentos e ações concretas.


Até quando?


A BR-135 é mais do que uma estrada.


Ela é a principal porta de entrada e saída do Maranhão.


Por ela passam trabalhadores, estudantes, pacientes, empresários, caminhoneiros, turistas e milhares de famílias todos os dias.


O estado se prepara para receber visitantes, movimentar sua economia durante o São João e consolidar sua posição como destino turístico nacional e internacional.


Mas quem chega ou sai do Maranhão pela BR-135 encontra uma realidade que contradiz qualquer discurso de desenvolvimento.


Enquanto os buracos seguem abertos, permanece aberta também a dívida do poder público com a população maranhense.


Não basta promover o Maranhão para o mundo.


É preciso garantir que as pessoas consigam chegar e sair dele com segurança, dignidade e previsibilidade.


E antes que mais pneus sejam destruídos, mais turistas percam voos ou que uma tragédia anunciada aconteça, a sociedade tem o direito de exigir uma resposta:


Até quando?


 
 
 

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